Möchten Sie zur deutschen Seite wechseln?JaNeina
Fechar
X
Compartilhar esta página
Press release
Press|Financial Services|Retail|Market Opportunities and Innovation|Product Catalogs|Point of Sales Analytics|Shopper|Portugal|Portuguese

Portugal mantém previsão negativa para o sector do retalho

17.12.2015

A GfK desenvolveu uma análise da situação do setor retalho em 32 países e para Portugal as previsões para 2015 não são otimistas

O estudo analisa o poder de compra, a percentagem das despesas totais da população que é dedicada ao retalho, a inflação, a produtividade da área de vendas, as mudanças no retalho provocadas pelo eCommerce, apresentando ainda previsões relativas ao volume de negócios em 2015.

Em Portugal, a GfK revela que o volume de negócios do retalho ascendeu, em 2014, aos 39,2 mil milhões de euros, contudo as previsões para 2015 não são otimistas. O estudo indica ainda que os portugueses dedicaram 35 por cento da totalidade das suas despesas privadas ao retalho. Por forma a perceber a evolução das despesas privadas, a GfK comparou a evolução dos consumidores de Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda, detetando uma tendência positiva.

“A Economia europeia voltou a ganhar momentum”, afirma Dr. Gerold Doplbauer, especialista em retalho da GfK e responsável pelo estudo. “Estamos a observar uma procura doméstica em crescimento, juntamente com uma competitividade externa a melhorar, particularmente em vários dos países fortemente abalados economicamente. Esta situação contribui para um crescimento mais equilibrado e sustentável, para o benefício do retalho em geral. Contudo, embora a avaliação global seja positiva, a conjuntura varia bastante a um nível regional”.

Reinhard Winiwarter, da ACROSS Magazine, parceiro GfK no estudo, afirma: “Estes dados são significante para nos dar indicações valiosas sobre o clima de mercado atual para os setores do retalho e do imobiliário de retalho. Estamos orgulhosos do facto de, graças à nossa colaboração com a GfK, estarmos aptos a oferecer aos nossos leitores grande transparência e confiança com base na qual podem construir a sua estratégia europeia de retalho”.

No panorama europeu os indicadores analisados revelaram:

  • Poder de Compra: registou-se um total de aproximadamente de 7,75 triliões de “rendimento disponível” para os consumidores dos países da EU-28 gastarem ou pouparem no ano de 2014. Este valor corresponde a um poder de compra per capita de 15.360 euros, um aumento nominal de aproximadamente 2,5 por cento em comparação com 2013. No entanto, continua a verificar-se uma profunda divisão na Europa no que respeita à prosperidade. Enquanto a Noruega apresenta um rendimento per capita disponível de 30.560 euros, a Bulgária regista à volta de um décimo, com apenas 3.097 euros.

  • Previsão do Volume de Negócios: o crescimento no comércio online está a pressionar cada vez mais os pontos fixos de venda a retalho espalhados por toda por toda a Europa. Desta forma, a GfK prevê um crescimento de apenas 0,5 por cento para esta área, em 2015, nos países da EU-28. Este valor ascende a um crescimento médio de 0,8 por cento quando todos os 32 países avaliados são tomados em consideração. Entre os primeiros da linha está a Roménia (+5,1 por cento) e os países do Báltico (+4 por cento para +5 por cento). Em 2014, a situação do retalho começou a estabilizar nos países do sul da Europa, fortemente afetados pela crise económica – no entanto, o volume de negócios do retalho vai novamente descer na Grécia. Com base nos dados para 2015 atualmente disponíveis, e assumindo que a Grécia não deixa a União Monetária Europeia, prevê-se que esta redução seja modesta (cerca de -1 por cento).

  • Percentagem do Consumo Privado dedicada ao Retalho: a percentagem do consumo privado dedicada ao retalho diminuiu novamente em 2014 nos países da EU 28, fixando-se nos 30,9 por cento (2013: 31,2 por cento; 2012: 31,4 por cento). Este desenvolvimento foi influenciado por dois fatores chave com efeitos em conflito: em primeiro lugar, a queda dos preços do petróleo a meio de 2014, o que resultou na redução dos custos da energia e do combustível; em segundo lugar, a tendência de longo prazo relativamente a despesas cada vez maiores em alojamento, saúde e recreação. Estas despesas significam que existe menos dinheiro disponível para o consumo de retalho – e ultrapassaram o efeito a curto-prazo dos preços de petróleo em queda.

  • Inflação: os preços ao consumidor aumentaram moderadamente em 2014 (+ 0,6 por cento) e prevê-se uma taxa de inflação de apenas 0,2 por cento para 2015. De facto, a Comissão Europeia espera até tendências deflacionárias em certos países este ano, com os efeitos mais relevantes previstos para Espanha e Suíça, de -1 por cento cada. Os maiores índices de inflação vão ser novamente registados na Turquia (+6,3 por cento) e na Rússia (+6 por cento). Devido à baixa inflação, espera-se que o volume de negócios para o retalho fixo se mantenha em 2015.

  • Produtividade da Área de Vendas: em diversos países, a produtividade da área de vendas começou a aumentar novamente depois de atrasos em vários projetos devido à crise financeira. Entre os países da EU 28, a produtividade da área de vendas aumentou 0,6 por cento, atingindo cerca de 4,100 €/m2. Luxemburgo, Suíça e os países escandinavos lideram novamente a lista de países que, em 2014, tiveram maior produtividade na área de vendas. Os países com menor produtividade na área de vendas localizam-se no Leste Europeu e no sudeste da Europa. Devido aos desenvolvimentos positivos no volume de negócios na maioria dos países desta região, a produtividade na área das vendas aumentou, no geral, em 2014.

  • Mudanças causadas por eCommerce: a produtividade da área de vendas está cada vez mais sob pressão no norte e no sul da Europa, em particular na Alemanha, em França e no Reino Unido. Uma das principais razões remete para o volume de negócios que está a ser redirecionado para o retalho na internet em muitas linhas de produto. Embora o eCommerce tenha momentum significante na Europa de Leste, os efeitos ainda não têm um impacto forte, porque os volumes absolutos a ser transacionados na internet são pequenos em comparação. A Polónia é o principal exemplo. Contrariamente, em mercados maduros como a Alemanha, segmentos como o retalho de vestuário já não são tão caros como eram há alguns anos. Ao mesmo tempo, o número de centros comerciais planeados ou em construção está a diminuir, o que funciona, simultaneamente, como uma causa e um efeito na dinâmica do mercado.

Fonte: GfK Retail Global Study, May 2015

General