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Press release
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Otimismo dos Portugueses atinge níveis históricos

04.02.2016

No final de 2015 as expetativas económicas e de rendimentos alcançaram o valor mais alto dos últimos 20 anos

Os portugueses estão otimistas face ao desenvolvimento da economia nacional. As suas expetativas económicas e de rendimentos atingiram níveis históricos, tratando-se do valor mais alto dos últimos 20 anos. Estas são as conclusões do estudo da GfK sobre o clima de Consumo na Europa, no quarto trimestre de 2015.

Na Europa, o índice do Clima de Consumo subiu 1,9 pontos chegando aos 12,2 pontos. No último trimestre de 2015 foram várias as questões que preocuparam os consumidores e os meios de comunicação social, sendo que as conversas se centraram na crise dos refugiados, nos ataques de Paris e, sobretudo, na melhoria dos indicadores económicos em quase todos os países europeus, bem como no facto dos custos da energia ainda estarem extremamente baixos, adianta a análise da GfK.

As expetativas económicas e de rendimentos de Portugal atingiram níveis históricos

Os portugueses estão otimistas face ao desenvolvimento da economia nacional. As expetativas económicas subiram 9,7 pontos no quarto trimestre situando-se nos 23,5 pontos, o valor mais alto dos últimos 20 anos (em janeiro de 1996 situava-se nos 25,3). No mesmo mês de 2014, o indicador estava apenas nos 12,5 pontos.

Este otimismo também influenciou as expetativas dos rendimentos. Muito embora Portugal apresente ainda uma taxa de desemprego bastante elevada, analisada a tendência ao longo do último ano, observa-se um ligeiro decréscimo de acordo com as estatísticas da Comissão Europeia de 13,7 por cento, em janeiro de 2015, para 12,4 por cento, em novembro do mesmo ano. As expetativas dos rendimentos dos portugueses dispararam no quarto trimestre atingindo os 24,4 pontos, o que representa uma subida de 17,7 pontos. Trata-se do valor mais alto dos últimos 20 anos (janeiro, 1996: 25,2).

Contudo, o aumento das expetativas económicas e dos rendimentos não teve impacto na propensão para compras dos consumidores portugueses. Este indicador (propensão para compras) é o que reflete a prudência dos consumidores, pois não obstante algum otimismo face ao desenvolvimento da economia (quer em Portugal, quer nos restantes países), os consumidores mantém-se prudentes, e este comportamento observa-se quer em Portugal - de forma mais expressiva, mas também nos restantes países da União Europeia. Apesar do otimismo relativo à situação económica do país, muitos portugueses ainda não têm possibilidade de fazer compras e usufruir de serviços que vão para além das suas necessidades quotidianas. No quarto trimestre, o indicador caiu 9,6 pontos cifrando-se nos -30,4 pontos.

Clima de Consumo na Europa

Na Europa, o assunto dominante foi o fluxo contínuo de refugiados oriundos de regiões em crise no Médio Oriente e no Norte de África. Inicialmente, estas questões influenciaram as opiniões dos consumidores em alguns países sobre a evolução da situação económica e social nos meses seguintes, apesar do problema apenas ter afetado os países de trânsito dos refugiados. Na Alemanha, Áustria, Dinamarca e Suécia, países especialmente populares como destino final dos refugiados, as pessoas tornaram-se mais céticas face à possibilidade de integrar com normalidade na sociedade um número tão grande de refugiados. Além disso, em novembro, os ataques de Paris e os subsequentes avisos de ataques terroristas na Alemanha chocaram as pessoas.

Só no final do ano é que os dados positivos da economia na Europa se demonstraram mais significativos. O desempenho económico registou uma melhoria acentuada em quase todos os países abrangidos pelo estudo da GfK. O baixo preço do petróleo e da energia, bem como uma inflação insignificante levou a que os consumidores tivessem mais dinheiro para gastar. De destacar ainda que, o desemprego caiu em quase todos os países, significando uma menor preocupação por parte das pessoas com a possibilidade de perder o emprego.

As expetativas económicas e rendimentos cada vez mais otimistas dos europeus refletiram estas tendências positivas. Contudo, nos países anteriormente em crise, estas influências positivas ainda não se verificaram no sentido de levar os consumidores a fazerem compras. Os agregados familiares nestes países direcionaram o seu dinheiro para satisfazer as necessidades diárias.

Gráfico 1: Portugal - Expectativa Económica

Gráfico 2: Portugal - Expectativa de Rendimentos

Gráfico 3: Europa - Propensão à Aquisição

Fonte: GfK Consumer Climate

As conclusões do estudo "Clima de Consumo na Europa" da GfK resultam de um inquérito aos consumidores realizado em todos os países da União Europeia em nome da Comissão Europeia. São inquiridos mensalmente cerca de 40.000 indivíduos, representantes da população adulta da UE em 28 países. Os indicadores do estudo "Clima de Consumo na Europa" da GfK baseiam-se em sondagens mensais centradas nas opiniões dos consumidores. O objetivo é determinar tanto a situação económica geral de cada país como a situação dos próprios agregados familiares. As perguntas do estudo “Clima de Consumo na Europa” da GfK são colocadas mensalmente, a maior parte delas numa sondagem omnibus. Esta é uma sondagem que aborda diversas questões, conduzida pelo telefone ou numa entrevista pessoal. De entre as 12 perguntas realizadas mensalmente, cinco são selecionadas para o estudo "Clima de Consumo na Europa" da GfK, uma vez que têm um papel decisivo no clima de consumo. O cálculo dos cinco indicadores selecionados: expectativas económicas, expectativas de preços, expectativas de rendimentos, propensão para comprar e propensão para poupar. Os indicadores são determinados com base nos designados "totais líquidos". O número de consumidores que deram uma resposta negativa (por ex. a situação financeira do agregado familiar irá piorar (consideravelmente)) é subtraído do número daqueles que deram uma resposta positiva (por ex. a situação financeira do agregado familiar irá melhorar (consideravelmente)). Seguidamente, este total líquido é normalizado utilizando métodos estatísticos estabelecidos e depois convertido por forma a que a média do indicador a longo prazo seja zero pontos e exista uma gama teórica de valores de +100 a -100 pontos. No entanto, numa base empírica, os valores têm se cifrado entre +60 e -60 pontos desde 1980. Se um indicador é positivo, isto mostra que a avaliação desta variável pelo consumidor se situa acima da média numa comparação a longo prazo e vice-versa para os valores negativos. A normalização facilita a comparação dos indicadores de diversos países, visto que são compensadas as variações no comportamento das respostas resultantes da diferença de mentalidades, enquanto a tendência fundamental do indicador se mantém inalterada.

Francisca Azevedo
Portugal
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