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Press release
Press|Financial Services|Global Study|Portugal|Portuguese

Os Portugueses esperam um crescimento moderado da economia nos próximos meses

04.05.2016

As expectativas económicas e de rendimento dos Portugueses diminuiu ligeiramente face a Dezembro de 2015, contudo continua a manter-se em índices superiores à média da União Europeia

Segundo o estudo GfK Consumer Climate para o primeiro trimestre de 2016, os Portugueses esperam um crescimento moderado da economia do país nos próximos meses, mas continuam receosos face à disposição à compra.

Em resumo dos principais indicadores dos consumidores Portugueses:

  • Expetativas económicas: diminuiu 7 pontos no primeiro trimestre do ano, colocando o indicador nos 17 pontos em março. Não obstante este indicador está consideravelmente acima da média da União Europeia ( -1 ponto na média da UE).
  • Expetativas de rendimento: alcançou 20 pontos em março (que compara com 12 pontos da União Europeia), não obstante uma diminuição de 4 pontos em comparação com dezembro de 2015. No entanto, janeiro, atingiu temporariamente os 25 pontos, o nível mais elevado desde outubro de 1995, altura em que foram registados 26 pontos.
  • Disposição à Compra: não obstante algum sentimento positivo, quando comparado com a média da União Europeia, a disposição à compra por parte dos Portugueses continua muito baixa - em março atingiu - 24 pontos, embora tenha aumentado ligeiramente face a dezembro (-30 pontos)

Este “sentimento” dos Portugueses deve-se em parte ao facto de que devido às más condições económicas persistentes e à elevada taxa de desemprego, os cidadãos continuam a não se sentirem em posição para fazerem grandes compras ou gastarem grandes quantias de dinheiro. Desta forma, a propensão para comprar registou -24,4 pontos em março, o que, ainda assim, constitui uma subida de 6 pontos face a dezembro. O baixo nível atingido por este indicador ilustra até que ponto as pessoas ainda estão longe de conseguirem aumentar as suas despesas o suficiente para beneficiar a economia doméstica.

A nível europeu, e durante o primeiro trimestre de 2016, a guerra na Síria enquanto causa contínua para a crise dos refugiados, a ameaça terrorista na Europa, a possível saída do Reino Unido da UE e a recessão continuada nos principais países em desenvolvimento enfraqueceram o clima do consumidor e, em particular, as expectativas económicas e de rendimento dos consumidores europeus.

 

Temas que dominaram a comunicação social, com impacto no "Clima de Consumo" dos Europeus

Durante o primeiro trimestre do ano, diversos temas dominaram os debates na comunicação social, junto do público em geral. Embora o Estado Islâmico tenha perdido algum território, a guerra na Síria está longe do fim, o que significa que persiste a causa do enorme influxo de refugiados. Inicialmente, as pessoas estavam a deslocar-se em grande número para a Europa Central e Ocidental sem grandes impedimentos, até os países de Visegrado terem decidido fechar as fronteiras e, consequentemente, a rota dos Balcãs, no início de março. Embora esta medida tenha impedido a torrente de refugiados que atravessavam a Europa, as pessoas que precisam de ajuda estão agora a ser colocadas em centros de receção na Grécia, sobretudo em Idomeni, na fronteira da Macedónia, onde as condições, desde então, se tornaram insuportáveis. Em França, o governo ordenou ao exército a evacuação do campo de refugiados ilegal em Calais, conhecido como "A Selva", onde acampavam as pessoas que esperavam viajar para a Grã-Bretanha. Entretanto, o debate político continuou sobre a forma como a Europa pode receber a enorme quantidade de refugiados e distribuí-los de forma justa pelos estados-membros.

Conforme refletido nos ataques de Bruxelas, em meados de março, a ameaça terrorista permaneceu extremamente elevada na Europa durante os primeiros três meses do ano. No entanto, uma vez que as explosões na Bélgica só ocorreram após a conclusão do estudo sobre o clima do consumidor de março, o evento não afetou os resultados.

Especialmente na Grã-Bretanha, o referendo que se irá realizar em junho sobre a possível saída do país da União Europeia (Brexit) está a lançar uma sombra de dúvida sobre o futuro. Vários especialistas económicos, assim como diversos consumidores britânicos, estão a prever fortes consequências económicas caso a chamada Brexit seja aprovada.

Além disso, no primeiro trimestre de 2016, ficou claro que os principais países em desenvolvimento, como a China, o Brasil e a Rússia, continuam a atravessar um período de fragilidade económica, o que está a reduzir as perspectivas de exportação das empresas europeias, podendo afetar negativamente a economia.

Esta diversidade de problemas provocou uma incerteza considerável junto dos consumidores europeus no primeiro trimestre do ano. Em particular, as expectativas económicas diminuíram significativamente desde dezembro em praticamente todos os países considerados. Na Grécia, por exemplo, reverteram para o nível registado durante os períodos mais difíceis da crise da dívida.

Além disso, a queda das expectativas económicas afetou as expectativas de rendimentos das pessoas, que sofreram também perdas muito significativas na maioria dos países. O clima do consumidor GfK para a UE 28 desceu também consideravelmente durante o primeiro trimestre, de 12,2 pontos em dezembro para 9 pontos em março.

» Pode explorar os vários indicadores, dos vários países da EU, no microsite "GfK Consumer Climate"

Principais Indicadores do "Consumer Climate"

Fonte: GfK Consumer Climate

As conclusões do estudo "Clima de Consumo na Europa" da GfK resultam de um inquérito aos consumidores realizado em todos os países da União Europeia em nome da Comissão Europeia. São inquiridos mensalmente cerca de 40.000 indivíduos, representantes da população adulta da UE em 28 países.

Os indicadores do estudo "Clima de Consumo na Europa" da GfK baseiam-se em sondagens mensais centradas nas opiniões dos consumidores. O objetivo é determinar tanto a situação económica geral de cada país como a situação dos próprios agregados familiares. As perguntas do estudo “Clima de Consumo na Europa” da GfK são colocadas mensalmente, a maior parte delas numa sondagem omnibus. Esta é uma sondagem que aborda diversas questões, conduzida pelo telefone ou numa entrevista pessoal. De entre as 12 perguntas realizadas mensalmente, cinco são selecionadas para o estudo "Clima de Consumo na Europa" da GfK, uma vez que têm um papel decisivo no clima de consumo.

O cálculo dos cinco indicadores selecionados: expectativas económicas, expectativas de preços, expectativas de rendimentos, propensão para comprar e propensão para poupar. Os indicadores são determinados com base nos designados "totais líquidos". O número de consumidores que deram uma resposta negativa (por ex. a situação financeira do agregado familiar irá piorar (consideravelmente)) é subtraído do número daqueles que deram uma resposta positiva (por ex. a situação financeira do agregado familiar irá melhorar (consideravelmente)). Seguidamente, este total líquido é normalizado utilizando métodos estatísticos estabelecidos e depois convertido por forma a que a média do indicador a longo prazo seja zero pontos e exista uma gama teórica de valores de +100 a -100 pontos. No entanto, numa base empírica, os valores têm se cifrado entre +60 e -60 pontos desde 1980. Se um indicador é positivo, isto mostra que a avaliação desta variável pelo consumidor se situa acima da média numa comparação a longo prazo e vice-versa para os valores negativos. A normalização facilita a comparação dos indicadores de diversos países, visto que são compensadas as variações no comportamento das respostas resultantes da diferença de mentalidades, enquanto a tendência fundamental do indicador se mantém inalterada.

Francisca Azevedo
Portugal
General