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Press release
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As crises e os conflitos influenciam o estado de espírito dos consumidores

10.12.2015

As crises e os conflitos, mas também os problemas dos refugiados, influenciaram o estado de espírito dos consumidores nos últimos meses

De acordo com o estudo Clima de Consumo na Europa, no terceiro trimestre do ano, a evolução dos acontecimentos na Grécia, as crises e os conflitos no Próximo e Médio Oriente e os problemas dos refugiados influenciaram o estado de espírito dos consumidores de 15 países europeus.

Durante o verão, foram vários os temas que estiveram que estiveram na agenda do dia. Numa fase inicial, o novo pacote de ajuda e as eleições na Grécia. Contudo, com o influxo de centenas de milhares de refugiados, a maioria proveniente da Síria, os motivos subjacentes a este êxodo começaram a ganhar uma maior cobertura mediática. Assim, em meados e finais do verão, as crises e os conflitos no Próximo e Médio Oriente foram ganhando cada vez mais preponderância nas mentes dos europeus.

Como podem os refugiados ser distribuídos de forma justa entre os países europeus? Como podem eles ser integrados na sociedade o mais rapidamente possível? Estas questões dominaram as notícias nos meios de comunicação social. A logística e a atenção aos refugiados que atravessam a Europa cedo se tornaram temas predominantes. Na Alemanha, por exemplo, muitos especialistas e consumidores presumem que o desemprego possa vir a aumentar na próxima primavera, quando os refugiados aceites inundarem o mercado de trabalho do país. Continua, no entanto, por esclarecer a medida em que a integração dos refugiados em cada país terá consequências económicas que afetarão o estado de espírito dos consumidores.

Em termos globais, a situação nos países abrangidos pelo estudo apresenta amplas variações. Nalguns deles, foram mais os fatores psicológicos, como os ligados às crises que ocuparam cada vez mais as suas preocupações, os quais produziram um certo ceticismo sobre a economia. Em muitos casos, as avaliações dos cidadãos das expetativas económicas e da evolução dos rendimentos, bem como a propensão a consumir, eram mais negativas do que os números da conjuntura nacional levariam a crer. No entanto, noutros países, fatores como o crescimento económico e o desemprego permaneceram em primeiro plano, com um resultante impacto em indicadores individuais. Desde junho, o indicador do Clima de Consumo UE28 desceu meio ponto para 10,3 pontos em setembro. Em agosto, chegou a registar uma queda abrupta para nove pontos.

Expetativas da evolução dos rendimentos em Portugal em alta apesar da elevada taxa de desemprego

Embora o Produto Interno Bruto Português (PIB) tenha crescido 1,6 por cento quando comparado com o segundo trimestre do ano passado, os consumidores creem que o desenvolvimento económico estagnou. Medidas com referência ao valor para junho, as expetativas económicas caíram 1,4 pontos. Contudo, os 13,8 pontos do indicador colocam-no ainda num terreno claramente positivo.

Embora o desemprego (atualmente nos 12,4 por cento) permaneça muito elevado e não tenha recuperado nos meses do verão, as expetativas para a evolução dos rendimentos desde junho aumentaram 5,8 pontos, tendo atingido o valor de 6,7. Este é o valor mais elevado desde março de 2000. Comparado com o mês homólogo do ano passado, o aumento é, de facto, de cerca de 17 pontos.

A propensão a consumir dos consumidores portugueses continua muito baixa. Embora tenha registado um ligeiro aumento de 3,2 pontos face a junho, o indicador permanece ainda em terreno negativo, nos -20,8 pontos. Muitos dos consumidores não estão ainda em condições de contemplar compras ou serviços de alto valor que vão para além das necessidades diárias.

 

Fonte: GfK Consumer Climate (3º trimestre de 2015)

                         

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